Pois é, estou um pouquinho atrasada, eu sei. Mas acabei de achar essa foto no meu computador e não resisti. Eu simplesmente tive que postar!
Feliz dia nos namorados!
quarta-feira, 13 de junho de 2012
domingo, 27 de maio de 2012
Problemas para dar remédio para o seu gato? Pill Pocket é a solução!
Como todos que
acompanham esse blog sabem, a Marie é FeLV+ e, por isso, precisa
tomar um anti-retroviral duas vezes por dia. Eu dou o comprimido para ela sem
problemas. Quando meu despertador toca e eu pego o pote de remédio, ela já sabe
que está na hora e sai correndo. Virou uma espécie de brincadeira nossa de
pique-pega e ela sempre se esconde embaixo da mesa e das cadeiras para fugir de
mim. Quando eu canso, ela vem atrás de mim me provocando e pedindo para eu
correr atrás dela. É assim todos os dias, mas quando eu finalmente pego a
gatinha, seguro ela como um bebê e deixo ela levemente de cabeça para baixo.
Com uma das mãos eu abro a boca dela e com a outra lanço o remédio. Ela engole
fácil fácil e quase não reclama mais. Moleza. O problema é que quando eu viajo
ninguém consegue fazer isso.
Pois é, até
recentemente o remédio da Marie era um problemão quando eu precisava viajar.
Tentamos esconder o remédio dentro de um pedaço de frango ou de um pedaço de
atum, mas volta e meia o comprimido ficava aparecendo e Maroca deixava de
comer. Complicado. A solução foi sugerida por uma amiga veterinária e agora que
eu testei posso dizer que funciona! Em geral não gosto de fazer propaganda de
nada (principalmente de graça), mas peço licença para fazer dessa vez porque o produto realmente funciona
e me salvou nas quase 3 semanas em que passei fora. O nome é “Pill Pocket” (ou “bolso para pílula”) e
é produzido pela Greenies. Ainda não encontrei nenhum revendedor aqui no Brasil
e comprei o pacote para teste nos Estados Unidos. Ele é vendido nos sabores
frango e salmão e existe ainda uma opção hipoalergênica de pato com ervilha.
Quando comprei não conhecia a versão hipoalergênica e escolhi o sabor frango
porque a Marie adora. O produto é uma espécie de ração com um cheiro bem forte
(e atrativo para gatos) e com consistência de massinha. Ele tem o formato de um
cilindro com uma abertura no centro para o remédio. É só colocar o comprimido
na abertura e depois modelar o pill
pocket para fechar o buraco. E pronto. Logo na primeira vez a Marie comeu
aquilo tudo sem reclamar. Não separou o remédio e ficou até pedindo mais.
Funciona mesmo!
O único problema é
comprar os tais pill pockets. Como
disse anteriormente, ainda não encontrei nenhum revendedor no Brasil. Mas
pesquisando rapidamente na internet, encontrei algumas receitas de pill pockets caseiros. Ainda não testei,
até porque ainda não falei com a veterinária para ver que ingredientes posso
usar para a Marie, mas segue uma das receitas que encontrei:
Ingredientes:
6 colheres de chá de farinha
1 colher de chá de caldo de carne granulado
2 colheres de chá de leite
Modo de preparo:
Em
um copo, misture o leite e o caldo de carne. Adicione metade da farinha e mexa.
Em seguida, adicione a farinha restante e mexa até formar uma bola. Coloque
farinha nas mãos e faça bolinhas com a massa na palma das mãos. Se a massa
estiver pegajosa, adicione mais farinha. Se a massa estiver dura demais,
adicione um pouco de água. Guarde a massa coberta na geladeira por até 7 dias.
Quando for utilizar, faça um buraco na bolinha e coloque a pílula dentro.
Se quiser, leia mais em http://www.food.com/recipe/pill-pockets-for-your-pets-470635.
Fica então a dica: se precisar dar remédio para o seu
gato e ele for daqueles que cospe o comprimido, experimente o pill pocket.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Moving days
Dia 23 de dezembro recebemos a notícia de que teríamos que entregar
nosso apartamento. Presentão de Natal, né? A partir daí entramos em ritmo
frenético para encontrar um apartamento nos 30 dias que tínhamos de prazo. E
além de querer um lugar agradável para a gente, queria que a casa nova fosse
boa para a Marie. Ou seja, queria que tivesse no mínimo dois quartos (um que
pudesse ficar fechado para esconder os aparelhos eletrônicos da Marie), de
preferencia uma varanda e que fosse em um lugar pouco poluído, já que a alergia
da Maroca parece piorar com poeira e poluição. Tarefa complicada, né? Mas nos
45 minutos do segundo tempo conseguimos! O apartamento novo tem uma varandinha estreita
mas bem agradável para a Marie e uma vista verde ótima. O próximo passo era
mudança. Sabia que o processo seria um pouco traumático para a gatinha, já que
ela sempre tinha vivido ali com a gente e já que os gatos parecem se apegar
bastante às próprias casas.
Para amenizar um pouco o trauma, resolvemos comprar uma caixinha nova de
transporte, maior, mais confortável e, o que é mais importante: sem associação
com veterinários ou outras experiências desagradáveis. Compramos a caixinha uma
semana antes da mudança e assim que chegamos em casa a Marie teve certeza de
que o presente era para ela. Foi amor à
primeira vista. Acho que ela estava mesmo incomodada com a caixinha anterior! A
segunda providência foi instalar a tela de proteção antes da chegada da Marie.
Estava tudo prontinho para ela.
Com a arrumação das coisas, a Maroca já estava sacando que alguma coisa
estava prestes a acontecer. Entrou em todas as caixas e malas, conferiu tudo, e
eu sempre com medo de que ela comesse o plástico bolha ou as fitas adesivas.
Gata com pica exige cuidado redobrado durante a mudança! No dia D, eu tinha
saído para comprar um plástico para cobrir o colchão quando os caras da mudança
chegaram. Segundo meu namorado, Marie ficou apavorada com a movimentação,
correndo de um lado para o outro. Coraçãozinho batendo forte. Tadinha. Quando
eu cheguei, fiquei no quarto com ela, enquanto mexiam nos outros cômodos.
Queria levar a Marie apenas quando tudo estivesse pronto na casa nova. Mas como
tivemos que tirar o ar-condicionado, tivemos que tirar antes a Maroca (já que a
parede ia ficar com aquele buraco super perigoso). Coloquei a Marie na caixinha
nova, peguei a vasilha com a areia sanitária e fomos para o novo apartamento.
Como a gatinha não associou a caixa de transporte nova com uma situação de
estresse, o caminho foi tranquilo, sem miados, só curiosidade.
Quando chegamos, abri a caixinha e Marie ficou deitadinha, sem coragem
de sair. Maroca ficou tão assustada que no primeiro dia ficou andando com a
barriga encostada no chão, se arrastando como uma cobra. Tadinha. E ficou com
raiva de mim! Me atacou várias vezes! Aparentemente, a maneira correta de se
introduzir um gato em um novo ambiente é colocá-lo para explorar um cômodo por
vez. Não foi o caso. Na correria, soltamos a Marie na sala de qualquer jeito,
mas aos poucos ela foi se acostumando.
No segundo dia ela não se arrastava mais mas ainda rosnava quando eu
pegava ela no colo. Até o terceiro ou quarto dia encontrávamos a gatinha debaixo
das cobertas quando chegávamos em casa. Mas pouco a pouco ela foi se
aventurando. Agora já espera a gente na porta e até passeia na varanda. Acho
que a gatinha vai acabar curtindo a casa nova. E a caixinha virou o porto
seguro da Maroca. Quando aparece algum estranho ela corre para dentro da
caixinha!
Nas fotos, Marie explorando as caixas, curtindo a caixinha de transporte e se aventurando na casa nova.
domingo, 22 de janeiro de 2012
Continuando: o exame de urina
Pois é, quem leu o meu post anterior sabe que depois da ultrassonografia da Marie acusar a presença de um microcálculo em um dos rins, eu fiquei devendo um exame de urina. Tenho que confessar que não tinha idéia de como faria isso. A veterinária recomendou que eu fizesse em casa mesmo, porque levá-la na clínica para coletar urina seria um estresse absurdo e desnecessário. Fiquei tomando coragem durante um mês. Comprei um potinho coletor universal, mas ele ficou guardado. Discutindo com meu namorado, concluímos que o potinho era alto demais e que não daria certo. Precisávamos de algo estéril e baixo e, fora isso, eu logicamente precisava de luvas. E nisso o tempo foi passando.
Semana passada decidi. Como acordei antes da Marie, fiquei esperando ela levantar e fazer o seu xixi matinal (como ela faz todos os dias). Meu namorado estava cético. Disse que não ia dar certo e que eu abriria o coletor à toa. Insisti. Sem luva nem nada, abri o potinho e quando a Maroca abaixou, coloquei o coletor embaixo dela. O meu namorado até pediu para eu não pegar o primeiro jato, mas achei que era demais. Eu ia pegar o que conseguisse. E não é que a bichinha acertou a mira direitinho!! Juro, não caiu nem um respingo na minha mão! Impressionante!! Tanta enrolação e no final das contas foi o exame mais fácil do mundo!! Então recomendo: se você precisar coletar a urina do seu gato, faça isso em casa que é super fácil! Não tem mistério nenhum!
Levamos a urina para a clínica e o resultado do primeiro exame saiu no mesmo dia: a urina da Marie é de uma gatinha saudável!!! Agora só falta o resultado da cultura, mas acho que vai demorar mais um pouquinho. Por enquanto o importante é que a Maroca está ótima! Prometo mais notícias em breve!
domingo, 1 de janeiro de 2012
Check up semestral
Tenho recebido algumas reclamações de que meus posts são mais sobre curiosidades de gatos em geral e pouco sobre a Marie, então agora em 2012 vou tentar falar mais um pouquinho sobre ela (mas sem deixar de lado uma ou outra curiosidade científica, é claro).
Pois é, quem leu o meu post sobre a segunda desventura da Marie sabe que a minha gatinha é FeLV+. Por isso, além de tomar um anti-retroviral duas vezes por dia, a Marie tem que fazer um check up semestral. No começo de dezembro fomos então na clínica veterinária para fazer o exame clínico e o hemograma. A Maroca odeia ir ao veterinário e vai chorando durante o caminho todo. Dessa vez foi difícil coloca-la dentro da caixa de transporte e tivemos que suborna-la com um pouco de atum. Chegando lá o drama continua e são necessárias sempre três pessoas para coletar o sangue da Marie. Normal.
Quando saiu o resultado do hemograma, fiquei um pouco preocupada porque pela segunda vez seguida a contagem de linfócitos foi maior do que a contagem de neutrófilos. Aparentemente, a contagem de neutrófilos deveria ser maior. A veterinária me disse que o aumento no número de linfócitos poderia ser simplesmente consequência de estresse, mas poderia ser também sinal da infecção viral. Por via das dúvidas, ela pediu que fizéssemos uma ultrassonografia abdominal para ver se havia algum linfoma. Não gosto nem de ouvir essa palavra. Já fiquei desesperada. Marquei o exame para a semana seguinte.
A Marie já tinha feito duas ultrassonografias: uma após o episódio da rede do limão (veja em “a primeira desventura de Marie”) e outra após sua terceira de desventura – que eu ainda não descrevi por aqui. Enfim, o primeiro exame foi bem complicado porque a Maroca gritava, chutava e a veterinária da clínica de ultrassonografia – que não estava acostumada com o gênio da Marie – suava. Foi um sufoco e ela implorou: “da próxima vez, dêem alguma coisa para essa gata antes de trazê-la para cá”.
A veterinária da Marie (que infelizmente está saindo da clínica e vai deixar de atendê-la) prescreveu então desta vez um calmante para a gatinha. Como ela já sabe que a gente morre de medo de dar algum remédio novo para a Maroca, ela pediu para darmos apenas 3 gotinhas do remédio, sendo que a dose mínima recomendada para o peso dela seria de 5 gotas. No dia do exame, comprei o remédio, coloquei as gotinhas na água e dei com a seringa. Acabei colocando duas gotas apenas, porque meu namorada ficou dizendo “já está bom, já está bom” e a Marie deve ter cuspido metade. Ou seja, eu tinha certeza de que não funcionaria.
Mas no carro, a bichinha que miava o tempo todo começou a ficar quietinha, quietinha. De repente ela lutava para manter os olhos abertos e como a veterinária nos preveniu, ela ficou com uma carinha de bêbada que dava pena de ver. Nossa, foi horrível ver a Maroca daquele jeito. Naquele momento decidimos: não daremos mais calmante nenhum. E o pior é que eu confundi o horário da consulta e quando chegou finalmente a hora da Marie ser atendida, ela já estava bem espertinha. O exame foi a luta de sempre (eu segurando as patas traseiras e o assistente segurando as dianteiras e a boca), mas deu tudo certo. Graças a deus não havia nenhum sinal de linfoma.
O laudo indicou “baço ligeiramente aumentado de volume” e “presença de microcálculo no rim esquerdo”. A veterinária da Marie disse que eu não precisava me preocupar com o baço (o próprio calmante gera um aumento no baço) e que devíamos fazer um exame de urina para avaliar os rins. Por enquanto estamos nessa. Ainda estou bolando uma maneira de coletar a urina da Marie, mas quando eu conseguir conto mais. No momento o importante é que a minha gatinha está ótima, linda como sempre e brincando muito pela casa.
Termino então desejando um feliz 2012 para todos que acompanham o meu blog! Ah, e uma das minhas resoluções de ano novo é escrever mais, então aguardem novos – e mais frequentes – posts!
Na foto, Maroca pegando o seu sol matinal.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Votos da Maroca
Na correria não consegui postar os votos da Marie antes do Natal, mas posto agora desejando a todos um feliz 2012!
domingo, 11 de dezembro de 2011
Gatos odeiam gaita?
Pois é, constatei ontem que a Marie odeia o som de gaita. O meu namorado tem uma gaita e sempre que ele toca a Marie olha com cara de desespero para ele e sai correndo. Até aí tudo bem. Achei que ela simplesmente não entendesse o que estava acontecendo e se perguntasse “de onde está vindo esse som?”. Mas não, ela realmente parece ter medo do som produzido pela gaita. Ontem estávamos vendo um filme e a Marie estava deitada do nosso lado dormindo tranquilamente. Quando começou a tocar uma música de gaita a gatinha levantou, nos olhou com cara de pavor total e saiu correndo! Tivemos que desligar o filme, acalmar a gata e prometer que não colocaríamos mais aquele som terrível. Resolvi então pesquisar um pouco o assunto e vi vários relatos de pessoas dizendo que seus gatos odeiam gaitas. Engraçado, né? Aparentemente tanto gatos quanto cachorros comumente odeiam o som produzido por gaitas. Acredito que seja uma questão de frequência do som, já que esses animais são mais sensíveis do que nós a altas frequências, mas confesso que apesar de ter procurado bastante não encontrei nenhuma explicação científica para o medo absoluto que eu vi nos olhos da Marie. Se alguém tiver alguma sugestão ou souber de algum gato que também tem pavor de gaita, por favor me escreva. De qualquer forma, a gaita está banida aqui de casa. A Maroca não pode se estressar e como a veterinária dela definiu, sua vida tem que ser “um mar de rosas”.
Agora, apesar de não ter encontrado a explicação científica que estava procurando, encontrei uma curiosidade interessante nas minhas buscas: o PawSense. Alguém sabe o que é isso? Aparentemente, o Pawsense é um software que foi desenvolvido para reconhecer o padrão de digitação de um gato no seu computador. É isso mesmo, depois de ouvir vários relatos de pessoas que perdiam arquivos importantes quando seus gatos resolviam passear pelas teclas do computador (a Marie fazia isso direto quando eu estava escrevendo a minha tese de doutorado), os responsáveis por esse software resolveram desenvolver uma ferramenta para deixar o seu computador “catproof”.Como as patinhas dos gatos são maiores que as teclas do computador, o programa consegue reconhecer o padrão e distinguir a digitação humana da “digitação” feita por um gato (em geral apenas duas pisadas do seu gato sobre as teclas são suficientes). Desta forma, ao reconhecer o chamado “cat-like typing” (ou digitação do tipo gato) , o programa bloqueia o teclado e emite um som desagradável para que o seu gato aprenda que não pode subir no teclado. Que som é esse? Eu não testei, mas aparentemente é um som de gaita! Engraçado, né? Se o seu gato costuma apagar constantemente aqueles arquivos mais importantes, fica a dica: http://www.bitboost.com/pawsense/index.html. Ah, e se você quiser deixar o seu gato tranquilo, sugiro que evite tocar gaita em casa.
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