Queridos seguidores, dessa vez foi utilizar esse espaço para pedir ajuda: o remédio da Marie está quase acabando e não estou conseguindo comprar em nenhuma farmácia. Só tenho mais 5 comprimidos, então preciso encontrar com urgência. Alguém tem alguma dica????? Pode ser Vudirax ou Epivir.
Obrigada!!
domingo, 19 de agosto de 2012
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Por que os gatos não bebem água do potinho?
Todos
os dias eu lavo o potinho de água da Marie e coloco água mineral geladinha para
ela. O resultado? Ela vira as costas e procura algo mais interessante. Marie
gosta de beber água do box, das pias, do tanque e até a água que pinga do cano
da pia do banheiro. Em dias de chuva ela fica miando enlouquecida pedindo para
sair na varanda. Ela gosta especialmente de água de chuva. Mas do potinho ela
só bebe a contragosto, em troca de muito carinho. Pois é, a minha gatinha tem
hábitos estranhos. Mas ela não é a única. Aparentemente, esse é um problema
comum entre os gatos. E é importante prestar atenção para ver se o seu gato
está ou não bebendo água do potinho. Caso ele não esteja bebendo, é essencial
oferecer alternativas porque os gatos parecem desenvolver problemas renais com
facilidade quando bebem pouca água.
Para
tentar entender a questão, fiz uma busca rápida na internet. Acabei não
encontrando nada científico, mas vários depoimentos sobre o assunto. A maioria
dos gatos parece gostar de água corrente. Isso faz todo o sentido e é na
verdade instintivo. Água corrente em geral é mais limpa e durante a evolução,
os gatos que preferiam água corrente talvez vivessem mais e por isso tenham sido
selecionados. Atualmente, eles acabam evitando a água parada por instinto. Daí
dispensarem o potinho. Para resolver esse problema, a maneira ecologicamente
correta (porque deixar a torneira aberta não é uma boa idéia) é comprar uma
fonte para o seu gato. Nós tentamos uma fonte daquelas japonesas, decorativas
(sem os enfeites; é claro), mas a Marie destruiu o fio em poucos dias. Não
funciona bem para gatos que comem fios. Se não é o caso do seu, as mais
indicadas são as fontes especiais para gatos que possuem filtros de carvão
ideais para remover pêlos e poeira. São importadas e um pouco caras aqui no
Brasil, mas podem ser uma boa solução. Estou esperando lançarem uma versão sem
fio.
Além
da questão evolutiva, a água corrente em geral é mais fresca, mais fria do que
a água parada e os gatos parecem apreciar isso. Eu sempre coloco uma pedrinha
de gelo no pote da Marie. Ela gosta, mas continua preferindo água de outros
lugares.
E,
por fim, os gatos podem simplesmente não gostar do cheiro do pote. Gatos têm
olfato bastante desenvolvido e sentem cheiros que nós não sentimos. Por isso, o
potinho pode parecer absolutamente limpo para você e insuportável para o seu
gato. Alguns sites sugerem trocar o pote de plástico (que acumula mais
bactérias) por um pote de cerâmica ou de aço inox. Com a Marie eu já tentei o
de cerâmida e não funcionou. Ainda não experimentei o aço inox.
Algumas
pessoas sugerem também que se coloque o pote de água longe do pote de comida,
porque alguns gatos não gostam de beber água sentindo o cheiro da comida. A minha irmã mantém o potinho da gata dela no
banheiro e funciona bem. E como os gatos são exploradores natos, alguns sites
recomendam que se espalhe vários potes pela casa. Pode ser que funcione, ainda
não tentei. Ah, e por último, o mais engraçado. Um dos sites que eu pesquisei
recomenda que você dê água ao seu gato em uma caneca ou mesmo em um copo de
vidro semelhante ao que você usa e que coloque água da mesma fonte para você e
para ele. Aparentemente, ao ver que você está bebendo a mesma água, eles
confiam mais na qualidade dela. Alguém quer experimentar?
Gatos
são realmente exigentes. E entendo que eles queiram água fresca e corrente. Agora
o que eu não consigo entender mesmo é porque a Marie prefere beber água do
chão. Acho que na verdade ela gosta de água com gosto. Gosto de poeira, de
ferro, de chuva, de sabonete. Ela deve achar água mineral muito sem graça. Mas
eu continuo insistindo, porque como a Marie é FeLV+ ela deve beber sempre água
limpa, para diminuir o risco de infecções. Prometo postar caso alguma técnica
funcione. Aguardem!
Feliz dia dos namorados!
Pois é, estou um pouquinho atrasada, eu sei. Mas acabei de achar essa foto no meu computador e não resisti. Eu simplesmente tive que postar!
Feliz dia nos namorados!
Feliz dia nos namorados!
domingo, 27 de maio de 2012
Problemas para dar remédio para o seu gato? Pill Pocket é a solução!
Como todos que
acompanham esse blog sabem, a Marie é FeLV+ e, por isso, precisa
tomar um anti-retroviral duas vezes por dia. Eu dou o comprimido para ela sem
problemas. Quando meu despertador toca e eu pego o pote de remédio, ela já sabe
que está na hora e sai correndo. Virou uma espécie de brincadeira nossa de
pique-pega e ela sempre se esconde embaixo da mesa e das cadeiras para fugir de
mim. Quando eu canso, ela vem atrás de mim me provocando e pedindo para eu
correr atrás dela. É assim todos os dias, mas quando eu finalmente pego a
gatinha, seguro ela como um bebê e deixo ela levemente de cabeça para baixo.
Com uma das mãos eu abro a boca dela e com a outra lanço o remédio. Ela engole
fácil fácil e quase não reclama mais. Moleza. O problema é que quando eu viajo
ninguém consegue fazer isso.
Pois é, até
recentemente o remédio da Marie era um problemão quando eu precisava viajar.
Tentamos esconder o remédio dentro de um pedaço de frango ou de um pedaço de
atum, mas volta e meia o comprimido ficava aparecendo e Maroca deixava de
comer. Complicado. A solução foi sugerida por uma amiga veterinária e agora que
eu testei posso dizer que funciona! Em geral não gosto de fazer propaganda de
nada (principalmente de graça), mas peço licença para fazer dessa vez porque o produto realmente funciona
e me salvou nas quase 3 semanas em que passei fora. O nome é “Pill Pocket” (ou “bolso para pílula”) e
é produzido pela Greenies. Ainda não encontrei nenhum revendedor aqui no Brasil
e comprei o pacote para teste nos Estados Unidos. Ele é vendido nos sabores
frango e salmão e existe ainda uma opção hipoalergênica de pato com ervilha.
Quando comprei não conhecia a versão hipoalergênica e escolhi o sabor frango
porque a Marie adora. O produto é uma espécie de ração com um cheiro bem forte
(e atrativo para gatos) e com consistência de massinha. Ele tem o formato de um
cilindro com uma abertura no centro para o remédio. É só colocar o comprimido
na abertura e depois modelar o pill
pocket para fechar o buraco. E pronto. Logo na primeira vez a Marie comeu
aquilo tudo sem reclamar. Não separou o remédio e ficou até pedindo mais.
Funciona mesmo!
O único problema é
comprar os tais pill pockets. Como
disse anteriormente, ainda não encontrei nenhum revendedor no Brasil. Mas
pesquisando rapidamente na internet, encontrei algumas receitas de pill pockets caseiros. Ainda não testei,
até porque ainda não falei com a veterinária para ver que ingredientes posso
usar para a Marie, mas segue uma das receitas que encontrei:
Ingredientes:
6 colheres de chá de farinha
1 colher de chá de caldo de carne granulado
2 colheres de chá de leite
Modo de preparo:
Em
um copo, misture o leite e o caldo de carne. Adicione metade da farinha e mexa.
Em seguida, adicione a farinha restante e mexa até formar uma bola. Coloque
farinha nas mãos e faça bolinhas com a massa na palma das mãos. Se a massa
estiver pegajosa, adicione mais farinha. Se a massa estiver dura demais,
adicione um pouco de água. Guarde a massa coberta na geladeira por até 7 dias.
Quando for utilizar, faça um buraco na bolinha e coloque a pílula dentro.
Se quiser, leia mais em http://www.food.com/recipe/pill-pockets-for-your-pets-470635.
Fica então a dica: se precisar dar remédio para o seu
gato e ele for daqueles que cospe o comprimido, experimente o pill pocket.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Moving days
Dia 23 de dezembro recebemos a notícia de que teríamos que entregar
nosso apartamento. Presentão de Natal, né? A partir daí entramos em ritmo
frenético para encontrar um apartamento nos 30 dias que tínhamos de prazo. E
além de querer um lugar agradável para a gente, queria que a casa nova fosse
boa para a Marie. Ou seja, queria que tivesse no mínimo dois quartos (um que
pudesse ficar fechado para esconder os aparelhos eletrônicos da Marie), de
preferencia uma varanda e que fosse em um lugar pouco poluído, já que a alergia
da Maroca parece piorar com poeira e poluição. Tarefa complicada, né? Mas nos
45 minutos do segundo tempo conseguimos! O apartamento novo tem uma varandinha estreita
mas bem agradável para a Marie e uma vista verde ótima. O próximo passo era
mudança. Sabia que o processo seria um pouco traumático para a gatinha, já que
ela sempre tinha vivido ali com a gente e já que os gatos parecem se apegar
bastante às próprias casas.
Para amenizar um pouco o trauma, resolvemos comprar uma caixinha nova de
transporte, maior, mais confortável e, o que é mais importante: sem associação
com veterinários ou outras experiências desagradáveis. Compramos a caixinha uma
semana antes da mudança e assim que chegamos em casa a Marie teve certeza de
que o presente era para ela. Foi amor à
primeira vista. Acho que ela estava mesmo incomodada com a caixinha anterior! A
segunda providência foi instalar a tela de proteção antes da chegada da Marie.
Estava tudo prontinho para ela.
Com a arrumação das coisas, a Maroca já estava sacando que alguma coisa
estava prestes a acontecer. Entrou em todas as caixas e malas, conferiu tudo, e
eu sempre com medo de que ela comesse o plástico bolha ou as fitas adesivas.
Gata com pica exige cuidado redobrado durante a mudança! No dia D, eu tinha
saído para comprar um plástico para cobrir o colchão quando os caras da mudança
chegaram. Segundo meu namorado, Marie ficou apavorada com a movimentação,
correndo de um lado para o outro. Coraçãozinho batendo forte. Tadinha. Quando
eu cheguei, fiquei no quarto com ela, enquanto mexiam nos outros cômodos.
Queria levar a Marie apenas quando tudo estivesse pronto na casa nova. Mas como
tivemos que tirar o ar-condicionado, tivemos que tirar antes a Maroca (já que a
parede ia ficar com aquele buraco super perigoso). Coloquei a Marie na caixinha
nova, peguei a vasilha com a areia sanitária e fomos para o novo apartamento.
Como a gatinha não associou a caixa de transporte nova com uma situação de
estresse, o caminho foi tranquilo, sem miados, só curiosidade.
Quando chegamos, abri a caixinha e Marie ficou deitadinha, sem coragem
de sair. Maroca ficou tão assustada que no primeiro dia ficou andando com a
barriga encostada no chão, se arrastando como uma cobra. Tadinha. E ficou com
raiva de mim! Me atacou várias vezes! Aparentemente, a maneira correta de se
introduzir um gato em um novo ambiente é colocá-lo para explorar um cômodo por
vez. Não foi o caso. Na correria, soltamos a Marie na sala de qualquer jeito,
mas aos poucos ela foi se acostumando.
No segundo dia ela não se arrastava mais mas ainda rosnava quando eu
pegava ela no colo. Até o terceiro ou quarto dia encontrávamos a gatinha debaixo
das cobertas quando chegávamos em casa. Mas pouco a pouco ela foi se
aventurando. Agora já espera a gente na porta e até passeia na varanda. Acho
que a gatinha vai acabar curtindo a casa nova. E a caixinha virou o porto
seguro da Maroca. Quando aparece algum estranho ela corre para dentro da
caixinha!
Nas fotos, Marie explorando as caixas, curtindo a caixinha de transporte e se aventurando na casa nova.
domingo, 22 de janeiro de 2012
Continuando: o exame de urina
Pois é, quem leu o meu post anterior sabe que depois da ultrassonografia da Marie acusar a presença de um microcálculo em um dos rins, eu fiquei devendo um exame de urina. Tenho que confessar que não tinha idéia de como faria isso. A veterinária recomendou que eu fizesse em casa mesmo, porque levá-la na clínica para coletar urina seria um estresse absurdo e desnecessário. Fiquei tomando coragem durante um mês. Comprei um potinho coletor universal, mas ele ficou guardado. Discutindo com meu namorado, concluímos que o potinho era alto demais e que não daria certo. Precisávamos de algo estéril e baixo e, fora isso, eu logicamente precisava de luvas. E nisso o tempo foi passando.
Semana passada decidi. Como acordei antes da Marie, fiquei esperando ela levantar e fazer o seu xixi matinal (como ela faz todos os dias). Meu namorado estava cético. Disse que não ia dar certo e que eu abriria o coletor à toa. Insisti. Sem luva nem nada, abri o potinho e quando a Maroca abaixou, coloquei o coletor embaixo dela. O meu namorado até pediu para eu não pegar o primeiro jato, mas achei que era demais. Eu ia pegar o que conseguisse. E não é que a bichinha acertou a mira direitinho!! Juro, não caiu nem um respingo na minha mão! Impressionante!! Tanta enrolação e no final das contas foi o exame mais fácil do mundo!! Então recomendo: se você precisar coletar a urina do seu gato, faça isso em casa que é super fácil! Não tem mistério nenhum!
Levamos a urina para a clínica e o resultado do primeiro exame saiu no mesmo dia: a urina da Marie é de uma gatinha saudável!!! Agora só falta o resultado da cultura, mas acho que vai demorar mais um pouquinho. Por enquanto o importante é que a Maroca está ótima! Prometo mais notícias em breve!
domingo, 1 de janeiro de 2012
Check up semestral
Tenho recebido algumas reclamações de que meus posts são mais sobre curiosidades de gatos em geral e pouco sobre a Marie, então agora em 2012 vou tentar falar mais um pouquinho sobre ela (mas sem deixar de lado uma ou outra curiosidade científica, é claro).
Pois é, quem leu o meu post sobre a segunda desventura da Marie sabe que a minha gatinha é FeLV+. Por isso, além de tomar um anti-retroviral duas vezes por dia, a Marie tem que fazer um check up semestral. No começo de dezembro fomos então na clínica veterinária para fazer o exame clínico e o hemograma. A Maroca odeia ir ao veterinário e vai chorando durante o caminho todo. Dessa vez foi difícil coloca-la dentro da caixa de transporte e tivemos que suborna-la com um pouco de atum. Chegando lá o drama continua e são necessárias sempre três pessoas para coletar o sangue da Marie. Normal.
Quando saiu o resultado do hemograma, fiquei um pouco preocupada porque pela segunda vez seguida a contagem de linfócitos foi maior do que a contagem de neutrófilos. Aparentemente, a contagem de neutrófilos deveria ser maior. A veterinária me disse que o aumento no número de linfócitos poderia ser simplesmente consequência de estresse, mas poderia ser também sinal da infecção viral. Por via das dúvidas, ela pediu que fizéssemos uma ultrassonografia abdominal para ver se havia algum linfoma. Não gosto nem de ouvir essa palavra. Já fiquei desesperada. Marquei o exame para a semana seguinte.
A Marie já tinha feito duas ultrassonografias: uma após o episódio da rede do limão (veja em “a primeira desventura de Marie”) e outra após sua terceira de desventura – que eu ainda não descrevi por aqui. Enfim, o primeiro exame foi bem complicado porque a Maroca gritava, chutava e a veterinária da clínica de ultrassonografia – que não estava acostumada com o gênio da Marie – suava. Foi um sufoco e ela implorou: “da próxima vez, dêem alguma coisa para essa gata antes de trazê-la para cá”.
A veterinária da Marie (que infelizmente está saindo da clínica e vai deixar de atendê-la) prescreveu então desta vez um calmante para a gatinha. Como ela já sabe que a gente morre de medo de dar algum remédio novo para a Maroca, ela pediu para darmos apenas 3 gotinhas do remédio, sendo que a dose mínima recomendada para o peso dela seria de 5 gotas. No dia do exame, comprei o remédio, coloquei as gotinhas na água e dei com a seringa. Acabei colocando duas gotas apenas, porque meu namorada ficou dizendo “já está bom, já está bom” e a Marie deve ter cuspido metade. Ou seja, eu tinha certeza de que não funcionaria.
Mas no carro, a bichinha que miava o tempo todo começou a ficar quietinha, quietinha. De repente ela lutava para manter os olhos abertos e como a veterinária nos preveniu, ela ficou com uma carinha de bêbada que dava pena de ver. Nossa, foi horrível ver a Maroca daquele jeito. Naquele momento decidimos: não daremos mais calmante nenhum. E o pior é que eu confundi o horário da consulta e quando chegou finalmente a hora da Marie ser atendida, ela já estava bem espertinha. O exame foi a luta de sempre (eu segurando as patas traseiras e o assistente segurando as dianteiras e a boca), mas deu tudo certo. Graças a deus não havia nenhum sinal de linfoma.
O laudo indicou “baço ligeiramente aumentado de volume” e “presença de microcálculo no rim esquerdo”. A veterinária da Marie disse que eu não precisava me preocupar com o baço (o próprio calmante gera um aumento no baço) e que devíamos fazer um exame de urina para avaliar os rins. Por enquanto estamos nessa. Ainda estou bolando uma maneira de coletar a urina da Marie, mas quando eu conseguir conto mais. No momento o importante é que a minha gatinha está ótima, linda como sempre e brincando muito pela casa.
Termino então desejando um feliz 2012 para todos que acompanham o meu blog! Ah, e uma das minhas resoluções de ano novo é escrever mais, então aguardem novos – e mais frequentes – posts!
Na foto, Maroca pegando o seu sol matinal.
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