domingo, 5 de fevereiro de 2012

Moving days


Dia 23 de dezembro recebemos a notícia de que teríamos que entregar nosso apartamento. Presentão de Natal, né? A partir daí entramos em ritmo frenético para encontrar um apartamento nos 30 dias que tínhamos de prazo. E além de querer um lugar agradável para a gente, queria que a casa nova fosse boa para a Marie. Ou seja, queria que tivesse no mínimo dois quartos (um que pudesse ficar fechado para esconder os aparelhos eletrônicos da Marie), de preferencia uma varanda e que fosse em um lugar pouco poluído, já que a alergia da Maroca parece piorar com poeira e poluição. Tarefa complicada, né? Mas nos 45 minutos do segundo tempo conseguimos! O apartamento novo tem uma varandinha estreita mas bem agradável para a Marie e uma vista verde ótima. O próximo passo era mudança. Sabia que o processo seria um pouco traumático para a gatinha, já que ela sempre tinha vivido ali com a gente e já que os gatos parecem se apegar bastante às próprias casas.
Para amenizar um pouco o trauma, resolvemos comprar uma caixinha nova de transporte, maior, mais confortável e, o que é mais importante: sem associação com veterinários ou outras experiências desagradáveis. Compramos a caixinha uma semana antes da mudança e assim que chegamos em casa a Marie teve certeza de que o presente era para ela.  Foi amor à primeira vista. Acho que ela estava mesmo incomodada com a caixinha anterior! A segunda providência foi instalar a tela de proteção antes da chegada da Marie. Estava tudo prontinho para ela.
Com a arrumação das coisas, a Maroca já estava sacando que alguma coisa estava prestes a acontecer. Entrou em todas as caixas e malas, conferiu tudo, e eu sempre com medo de que ela comesse o plástico bolha ou as fitas adesivas. Gata com pica exige cuidado redobrado durante a mudança! No dia D, eu tinha saído para comprar um plástico para cobrir o colchão quando os caras da mudança chegaram. Segundo meu namorado, Marie ficou apavorada com a movimentação, correndo de um lado para o outro. Coraçãozinho batendo forte. Tadinha. Quando eu cheguei, fiquei no quarto com ela, enquanto mexiam nos outros cômodos. Queria levar a Marie apenas quando tudo estivesse pronto na casa nova. Mas como tivemos que tirar o ar-condicionado, tivemos que tirar antes a Maroca (já que a parede ia ficar com aquele buraco super perigoso). Coloquei a Marie na caixinha nova, peguei a vasilha com a areia sanitária e fomos para o novo apartamento. Como a gatinha não associou a caixa de transporte nova com uma situação de estresse, o caminho foi tranquilo, sem miados, só curiosidade.
Quando chegamos, abri a caixinha e Marie ficou deitadinha, sem coragem de sair. Maroca ficou tão assustada que no primeiro dia ficou andando com a barriga encostada no chão, se arrastando como uma cobra. Tadinha. E ficou com raiva de mim! Me atacou várias vezes! Aparentemente, a maneira correta de se introduzir um gato em um novo ambiente é colocá-lo para explorar um cômodo por vez. Não foi o caso. Na correria, soltamos a Marie na sala de qualquer jeito, mas aos poucos ela foi se acostumando.
No segundo dia ela não se arrastava mais mas ainda rosnava quando eu pegava ela no colo. Até o terceiro ou quarto dia encontrávamos a gatinha debaixo das cobertas quando chegávamos em casa. Mas pouco a pouco ela foi se aventurando. Agora já espera a gente na porta e até passeia na varanda. Acho que a gatinha vai acabar curtindo a casa nova. E a caixinha virou o porto seguro da Maroca. Quando aparece algum estranho ela corre para dentro da caixinha! 
Nas fotos, Marie explorando as caixas, curtindo a caixinha de transporte e se aventurando na casa nova.


domingo, 22 de janeiro de 2012

Continuando: o exame de urina

Pois é, quem leu o meu post anterior sabe que depois da ultrassonografia da Marie acusar a presença de um microcálculo em um dos rins, eu fiquei devendo um exame de urina. Tenho que confessar que não tinha idéia de como faria isso. A veterinária recomendou que eu fizesse em casa mesmo, porque levá-la na clínica para coletar urina seria um estresse absurdo e desnecessário. Fiquei tomando coragem durante um mês. Comprei um potinho coletor universal, mas ele ficou guardado. Discutindo com meu namorado, concluímos que o potinho era alto demais e que não daria certo. Precisávamos de algo estéril e baixo e, fora isso, eu logicamente precisava de luvas. E nisso o tempo foi passando.
Semana passada decidi. Como acordei antes da Marie, fiquei esperando ela levantar e fazer o seu xixi matinal (como ela faz todos os dias). Meu namorado estava cético. Disse que não ia dar certo e que eu abriria o coletor à toa. Insisti. Sem luva nem nada, abri o potinho e quando a Maroca abaixou, coloquei o coletor embaixo dela. O meu namorado até pediu para eu não pegar o primeiro jato, mas achei que era demais. Eu ia pegar o que conseguisse. E não é que a bichinha acertou a mira direitinho!! Juro, não caiu nem um respingo na minha mão! Impressionante!! Tanta enrolação e no final das contas foi o exame mais fácil do mundo!! Então recomendo: se você precisar coletar a urina do seu gato, faça isso em casa que é super fácil! Não tem mistério nenhum!
Levamos a urina para a clínica e o resultado do primeiro exame saiu no mesmo dia: a urina da Marie é de uma gatinha saudável!!! Agora só falta o resultado da cultura, mas acho que vai demorar mais um pouquinho. Por enquanto o importante é que a Maroca está ótima! Prometo mais notícias em breve!

domingo, 1 de janeiro de 2012

Check up semestral


Tenho recebido algumas reclamações de que meus posts são mais sobre curiosidades de gatos em geral e pouco sobre a Marie, então agora em 2012 vou tentar falar mais um pouquinho sobre ela (mas sem deixar de lado uma ou outra curiosidade científica, é claro).
Pois é, quem leu o meu post sobre a segunda desventura da Marie sabe que a minha gatinha é FeLV+. Por isso, além de tomar um anti-retroviral duas vezes por dia, a Marie tem que fazer um check  up semestral. No começo de dezembro fomos então na clínica veterinária para fazer o exame clínico e o hemograma. A Maroca odeia ir ao veterinário e vai chorando durante o caminho todo. Dessa vez foi difícil coloca-la dentro da caixa de transporte e tivemos que suborna-la com um pouco de atum. Chegando lá o drama continua e são necessárias sempre três pessoas para coletar o sangue da Marie. Normal.
Quando saiu o resultado do hemograma, fiquei um pouco preocupada porque pela segunda vez seguida a contagem de linfócitos foi maior do que a contagem de neutrófilos. Aparentemente, a contagem de neutrófilos deveria ser maior. A veterinária me disse que o aumento no número de linfócitos poderia ser simplesmente consequência de estresse, mas poderia ser também sinal da infecção viral. Por via das dúvidas, ela pediu que fizéssemos uma ultrassonografia abdominal para ver se havia algum linfoma. Não gosto nem de ouvir essa palavra. Já fiquei desesperada. Marquei o exame para a semana seguinte.
A Marie já tinha feito duas ultrassonografias: uma após o episódio da rede do limão (veja em “a primeira desventura de Marie”) e outra após sua terceira de desventura – que eu ainda não descrevi por aqui. Enfim, o primeiro exame foi bem complicado porque a Maroca gritava, chutava e a veterinária da clínica de ultrassonografia – que não estava acostumada com o gênio da Marie – suava. Foi um sufoco e ela implorou: “da próxima vez, dêem alguma coisa para essa gata antes de trazê-la para cá”.
A veterinária da Marie (que infelizmente está saindo da clínica e vai deixar de atendê-la) prescreveu então desta vez um calmante para a gatinha. Como ela já sabe que a gente morre de medo de dar algum remédio novo para a Maroca, ela pediu para darmos apenas 3 gotinhas do remédio, sendo que a dose mínima recomendada para o peso dela seria de 5 gotas. No dia do exame, comprei o remédio, coloquei as gotinhas na água e dei com a seringa. Acabei colocando duas gotas apenas, porque meu namorada ficou dizendo “já está bom, já está bom” e a Marie deve ter cuspido metade. Ou seja, eu tinha certeza de que não funcionaria.
Mas no carro, a bichinha que miava o tempo todo começou a ficar quietinha, quietinha. De repente ela lutava para manter os olhos abertos e como a veterinária nos preveniu, ela ficou com uma carinha de bêbada que dava pena de ver. Nossa, foi horrível ver a Maroca daquele jeito. Naquele momento decidimos: não daremos mais calmante nenhum. E o pior é que eu confundi o horário da consulta e quando chegou finalmente a hora da Marie ser atendida, ela já estava bem espertinha. O exame foi a luta de sempre (eu segurando as patas traseiras e o assistente segurando as dianteiras e a boca), mas deu tudo certo. Graças a deus não havia nenhum sinal de linfoma.
O laudo indicou “baço ligeiramente aumentado de volume” e “presença de microcálculo no rim esquerdo”. A veterinária da Marie disse que eu não precisava me preocupar com o baço (o próprio calmante gera um aumento no baço) e que devíamos fazer um exame de urina para avaliar os rins. Por enquanto estamos nessa. Ainda estou bolando uma maneira de coletar a urina da Marie, mas quando eu conseguir conto mais. No momento o importante é que a minha gatinha está ótima, linda como sempre e brincando muito pela casa.
Termino então desejando um feliz 2012 para todos que acompanham o meu blog! Ah, e uma das minhas resoluções de ano novo é escrever mais, então aguardem novos – e mais frequentes – posts!
Na foto, Maroca pegando o seu sol matinal.


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Votos da Maroca

Na correria não consegui postar os votos da Marie antes do Natal, mas posto agora desejando a todos um feliz 2012!

domingo, 11 de dezembro de 2011

Gatos odeiam gaita?


Pois é, constatei ontem que a Marie odeia o som de gaita. O meu namorado tem uma gaita e sempre que ele toca a Marie olha com cara de desespero para ele e sai correndo. Até aí tudo bem. Achei que ela simplesmente não entendesse o que estava acontecendo e se perguntasse “de onde está vindo esse som?”. Mas não, ela realmente parece ter medo do som produzido pela gaita. Ontem estávamos vendo um filme e a Marie estava deitada do nosso lado dormindo tranquilamente. Quando começou a tocar uma música de gaita a gatinha levantou, nos olhou com cara de pavor total e saiu correndo! Tivemos que desligar o filme, acalmar a gata e prometer que não colocaríamos mais aquele som terrível. Resolvi então pesquisar um pouco o assunto e vi vários relatos de pessoas dizendo que seus gatos odeiam gaitas. Engraçado, né? Aparentemente tanto gatos quanto cachorros  comumente odeiam o som produzido por gaitas. Acredito que seja uma questão de frequência do som, já que esses animais são mais sensíveis do que nós a altas frequências, mas confesso que apesar de ter procurado bastante não encontrei nenhuma explicação científica para o medo absoluto que eu vi nos olhos da Marie. Se alguém tiver alguma sugestão ou souber de algum gato que também tem pavor de gaita, por favor me escreva. De qualquer forma, a gaita está banida aqui de casa. A Maroca não pode se estressar e como a veterinária dela definiu, sua vida tem que ser “um mar de rosas”.
Agora, apesar de não ter encontrado a explicação científica que estava procurando, encontrei uma curiosidade interessante nas minhas buscas: o PawSense. Alguém sabe o que é isso? Aparentemente, o Pawsense é um software que foi desenvolvido para reconhecer o padrão de digitação de um gato no seu computador. É isso mesmo, depois de ouvir vários relatos de pessoas que perdiam arquivos importantes quando seus gatos resolviam passear pelas teclas do computador (a Marie fazia isso direto quando eu estava escrevendo a minha tese de doutorado), os responsáveis por esse software resolveram desenvolver uma ferramenta para deixar o seu computador “catproof”.Como as patinhas dos gatos são maiores que as teclas do computador, o programa consegue reconhecer o padrão e distinguir a digitação humana da “digitação” feita por um gato (em geral apenas duas pisadas do seu gato sobre as teclas são suficientes). Desta forma, ao reconhecer o chamado “cat-like typing” (ou digitação do tipo gato) , o programa bloqueia o teclado e emite um som desagradável para que o seu gato aprenda que não pode subir no teclado. Que som é esse? Eu não testei, mas aparentemente é um som de gaita! Engraçado, né? Se o seu gato costuma apagar constantemente aqueles arquivos mais importantes, fica a dica: http://www.bitboost.com/pawsense/index.html. Ah, e se você quiser deixar o seu gato tranquilo, sugiro que evite tocar gaita em casa.

sábado, 15 de outubro de 2011

Por que os gatos ronronam? Parte 2 ou Será que o ronronar dos gatos ajuda na regeneração dos ossos???


Antes de começar, tenho que explicar que o primeiro post sobre o ronronar dos gatos foi baseado em um artigo científico publicado em uma revista indexada. Este segundo post, ao contrário, é baseado apenas em uma página da internet da “Fauna Communications”. Teoricamente o trabalho foi publicado em uma conferência internacional em Bristol, no Reino Unido, mas como não tenho maiores garantias sobre a fonte dos dados, vou apenas relatar o que li e deixar que cada um conclua o que quiser.
Enfim, como mencionei no post anterior sobre esse mesmo assunto, ainda existe um debate com relação ao ronronar dos gatos e não se sabe ao certo porque eles ronronam. O fato é que eles ronronam não só quando estão satisfeitos mas também em situações de estresse. E como esse ato gasta bastante energia, é de se imaginar que haja alguma razão justificável por trás disso. No trabalho publicado pela Fauna Communications, 47 felinos foram gravados, incluindo gatos domésticos, pumas e jaguatiricas e o ronronar deles foi analisado. Eles descobriram, então, que o ronronar dos felinos gera frequências que caem na faixa considerada positiva para o crescimento ósseo. A frequência dominante foi de 25Hz ou 50Hz, que são consideradas as melhores frequências para o reparo de fraturas ósseas.
Aparentemente, estudos do Dr. Clinton Rubin mostram que a exposição a frequências baixas (de 20 a 50 Hz) aumenta a densidade óssea e galinhas colocadas diariamente em placas vibratórias desenvolveram ossos mais fortes. Engraçado, né? Em outros estudos coelhos teriam desenvolvido um melhor reparo de fraturas ósseas quando expostos a frequências nessa mesma faixa. Existem estudos, ainda, mostrando que frequências baixas auxiliam no alívio a dores e no reparo de tendões e músculos. Não chequei as fontes, mas parece que a estimulação biomecânica com frequências baixas vem sendo utilizada na medicina esportiva. Curioso, não?
O que o estudo da Fauna Communications propõe então é que a capacidade de estimular o fortalecimento ósseo quando em repouso seria uma vantagem evolutiva dos felinos que, na vida selvagem, são relativamente sedentários. Desta forma, o ronronar dos gatos seria um sistema de vibração terapêutico. Interessante, não? De fato, parece que os gatos têm poucos problemas ósseos quando comparados por exemplo aos cachorros. E, como todos sabem, gatos têm sete vidas! Agora se essa maior capacidade de reparar fraturas ósseas e a menor tendência a desenvolver doenças ósseas está realmente associada ao ronronar dos gatos é uma questão que ainda está em aberto, já que não foram feitos experimentos para testar efetivamente essa hipótese. De qualquer forma, tenho que admitir que a hipótese é no mínimo interessante. Fica então a dica: se você quebrar um braço ou uma perna, procure ficar o máximo de tempo possível perto de um gatinho ronronando. Tenho certeza de que a recuperação será mais rápida! Seja por causa da frequência ou não!
Quer saber mais? http://www.animalvoice.com/catpurrP.htm


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Gatos verdes ajudam na luta contra o HIV?


Ok. A essa altura todo mundo já leu a matéria sobre os gatos verdes. Confesso que demorei para escrever e talvez tenha perdido o timing. Mas para quem quiser um pouco mais de informação do que as resenhas dos sites que encontrei por aí, sugiro que leiam a minha versão da história.
Bom, a ideia de produzir gatos verdes parece ficção científica, mas em pesquisa, nós comumente criamos organismos geneticamente modificados expressando uma proteína verde para que possamos diferenciá-los dos demais. Compliquei? Vou tentar explicar melhor: a proteína GFP (do inglês green fluorescent protein), ou proteína fluorescente verde, foi extraída de uma alga e atualmente é utilizada para localizar alguma modificação. Por exemplo, se pretendemos transplantar células de um animal para outro, podemos inicialmente marcar as células transplantadas com GFP e depois transplantá-las. Dessa forma, podemos facilmente distinguir as células verdes (transplantadas) das células do animal hospedeiro. Ficou claro? Esse é apenas um exemplo, porque as aplicações da técnica são inúmeras.
Recentemente, Pimprapar Wongsrikeao e colaboradores, de Rochester, Minnesota, criaram gatos geneticamente modificados para expressarem GFP. Ou seja, criaram gatos verdes. Para isso, eles injetaram um vírus que carregava GFP nos ovócitos de gatas (antes ou depois da fecundação in vitro) e colocaram os embriões modificados no útero de outras gatas. O processo não é tão simples como pode parecer e de 418 ovócitos infectados com os vírus, 22 embriões foram implantados em diferentes gatas e nasceram apenas 3 gatinhos. Dois machos e uma fêmea receberam o nome de TgCat1, TgCat2 e TgCat3, respectivamente. Tenho que fazer um parêntese aqui para dizer que esses pesquisadores não tinham criatividade nenhuma para dar nome aos gatos! Enfim, os gatinhos eram verdes quando iluminados por uma luz especial e se desenvolveram normalmente, com exceção do TgCat2, que apresentou vários problemas (dermatite, hérnia, problemas no olho). Já comecei a ficar com pena dos gatinhos. Depois que cresceram, eles acasalaram e os filhotes mantiveram a expressão de GFP.
A ideia principal do trabalho era apenas essa, provar que era possível criar um gato transgênico. E parece que esta foi a primeira vez em que essa técnica foi utilizada em uma espécie carnívora. Técnicas diferentes já tinham sido utilizadas, mas o rendimento era muito baixo. Mas, além disso, os pesquisadores colocaram uma outra modificação nos embriões e, além de expressarem a proteína verde, eles expressavam o gene TRIM5α, que confere resistência ao HIV em macacos rhesus. Quando as células dos gatinhos verdes foram infectadas com FIV – o correspondente felino do HIV – os pesquisadores observaram que as células eram resistentes à replicação do vírus! Essa resistência era parcial, apenas, mas o resultado é sem dúvida interessante.
Como ainda não foi feito nenhum experimento de infecção nos animais (não consigo pensar em gatos como cobaias; é muito triste pra mim), ainda não se sabe se apenas esse gene seria capaz de impedir a contaminação dos animais, a replicação do vírus e/ou o desenvolvimento da doença ou se seriam necessários outros genes. De qualquer forma, como existem duas pandemias de AIDS no mundo, uma em humanos e outra em felinos e como o FIV e o HIV são extremamente parecidos, esses gatinhos verdes podem ajudar – quem sabe – no estudo de uma possível terapia gênica contra o HIV. Isso tudo ainda está bem distante e devo dizer que não me senti bem ao pensar naqueles gatinhos verdes no laboratório, mas espero que um dia eles sejam úteis na cura contra o HIV e o FIV.  Quer saber mais? Leia o artigo completo: “Antiviral restriction factor transgenesis in the domestic cat”, de Wongsrikeao e colaboradores (Nature Methods, 2011).